Principal alvo da operação foi preso em Canoas; investigação aponta que armamentos eram vendidos para pessoas ligadas a facções criminosas
A Polícia Civil prendeu 16 pessoas durante uma operação contra um grupo investigado por fabricar e vender armas produzidas com o uso de impressoras 3D no Rio Grande do Sul. A ação ocorreu nesta quarta feira (19) em seis cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre.
A Operação 3D cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Triunfo, Eldorado do Sul, São Leopoldo e Montenegro. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
O principal alvo da investigação foi preso em Canoas. Segundo a Polícia Civil, ele seria responsável pela fabricação dos armamentos. Vídeos encontrados nos celulares de suspeitos mostram testes realizados com as armas e o funcionamento dos equipamentos.
A investigação aponta que o grupo tinha divisão de tarefas. Além da fabricação dos armamentos, havia integrantes responsáveis pela obtenção de peças e componentes, organização das encomendas e distribuição das armas.
De acordo com a Polícia Civil, o principal investigado afirmou que aprendeu a fabricar os armamentos por meio de informações encontradas na internet. A participação de outras pessoas com conhecimento técnico também é investigada.
Segundo a polícia, as armas eram produzidas e comercializadas desde julho de 2025. Os investigadores afirmam ainda que os armamentos não tinham registro ou controle estatal, o que dificultaria o rastreamento.
A investigação começou em novembro de 2025, após a apreensão de uma impressora 3D e de equipamentos utilizados na fabricação de armas. A partir da apuração, os policiais chegaram ao suspeito apontado como responsável pela produção.
Fonte | G1
Foto | Polícia Civil