Previsão indica melhora a partir de sábado (28), porém solo encharcado mantém estado de alerta na cidade
A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata, registrou mais de 740 milímetros de chuva em fevereiro, o maior volume desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.
As chuvas intensas provocaram alagamentos, enxurradas e deslizamentos, com registro de mortos e desaparecidos em municípios da região, como Ubá.
De acordo com meteorologistas, a instabilidade começa a perder força a partir de sábado (28). Ainda pode haver chuva fraca durante a manhã, mas a tendência é de melhora ao longo do dia e no domingo.
A previsão aponta que o corredor de umidade que atuava sobre Minas Gerais deve se deslocar em direção ao Norte do estado e ao Espírito Santo, reduzindo o volume de chuva na Zona da Mata.
Apesar da melhora no tempo, o risco de deslizamentos segue elevado. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, a possibilidade de novos deslizamentos, enxurradas e inundações na região de Juiz de Fora é considerada muito alta, em razão da saturação do solo e da drenagem urbana comprometida.
O meteorologista Fábio Luengo destacou que, mesmo com chuva de menor intensidade, o solo extremamente encharcado mantém o perigo para áreas de encosta.
Para os próximos dias, a Climatempo informa que, até a primeira semana de março, não há previsão de novos episódios de chuva intensa sobre a região.
A orientação é que a população siga acompanhando os alertas da Defesa Civil e deixe imediatamente áreas de risco ao identificar sinais como rachaduras no solo, inclinação de postes ou árvores e estalos em encostas.
Fonte | G1
Foto | Foto: Prefeitura de Juiz de Fora/MG