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Em ato no centro, pessoas com deficiência cobram acessibilidade e respeito em Sant’Ana do Livramento

Entidades apontam calçadas precárias e falta de rampas como principais barreiras para inclusão; luta por direitos é diária, afirmam

Uma caminhada pelo centro de Sant’ana do Livramento marcou o encerramento da Semana da Pessoa com Deficiência, unindo vozes em um apelo por mais acessibilidade, direitos e respeito. O evento, que reuniu cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e apoiadores, evidenciou os desafios diários enfrentados na cidade.

Marilei Munitor da Rosa, coordenadora da Associação de Deficientes Fraternos de Livramento (ADFL), desabafou sobre as dificuldades de locomoção. “Não é só visibilidade, a gente quer ter os nossos direitos, ter a nossa mobilidade, que a gente não tem. As rampas das ruas estão estragadas, tem rampas inclinadas demais”, afirmou.

Em cadeira de rodas, ela descreveu o cotidiano como um desafio perigoso. “A gente tropeça, cai, se machuca. É difícil para uma pessoa com deficiência querer ter uma vida normal, ter acesso a um supermercado, a um clube.”

A mobilização, segundo os organizadores, busca conscientizar a sociedade e o poder público. Para Ângela de Davi Nunes, presidente da ADFL, uma entidade com mais de 40 anos de atuação, a comunidade precisa “não só olhar, mas enxergar” as pessoas com deficiência. “Nós, que caminhamos ‘normalmente’, já temos dificuldade. Imagina para quem anda de cadeira de rodas ou de andador”, completou.

A luta por recursos também é uma constante. Silvia Michele Dias, presidente da Associação Santanense do Deficiente Físico (ASSANDEF), explicou que a instituição presta um serviço gratuito de extrema importância para a comunidade de baixa renda e que a demanda tem aumentado.

“Nossa luta é diária. Precisamos de uma equipe multidisciplinar completa e de ajuda financeira para manter a instituição”, disse Silvia. A ASSANDEF, que atende mais de 100 famílias, busca ampliar seus projetos, como palestras sobre inclusão em escolas e a reativação do time de basquete em cadeira de rodas.

Marilei Munitor da Rosa finalizou com um apelo à empatia: “Sejam mais compreensivos. Respeitem a pessoa com deficiência. Tenham dignidade, porque um dia pode ser vocês que estejam aqui.”

cadupireslima

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