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Estado Geral

Recorde de mortes por gripe e baixa vacinação preocupam autoridades no combate à Influenza no Rio Grande do Sul

Estado já soma 423 óbitos; maioria dos internados e mortos não havia sido vacinada contra a Influenza

O Rio Grande do Sul atingiu, em 2025, o maior número de internações e mortes por gripe desde o início da série histórica, iniciada em 2009. Até 14 de julho, foram registrados 2.654 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por Influenza e 423 mortes no estado.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde (SES), 82% das pessoas hospitalizadas e 78% das que morreram não estavam vacinadas. A cobertura vacinal entre os grupos prioritários está em 49,4%, bem abaixo da meta de 90%. Os índices de imunização estão em queda no estado desde 2023.

Entre os públicos prioritários, a cobertura atual é a seguinte:

  • Crianças de 6 meses a 6 anos: 39,5%
  • Idosos com 60 anos ou mais: 53,2%
  • Gestantes: 29,8%

Ainda segundo a SES, os números de 2025 superam os registrados no ano anterior e refletem o menor engajamento da população na vacinação contra a gripe.

Confira a evolução dos casos e mortes por Influenza no RS:

  • 2015: 89 casos / 9 mortes
  • 2016: 1.377 casos / 212 mortes
  • 2017: 440 casos / 48 mortes
  • 2018: 622 casos / 98 mortes
  • 2019: 475 casos / 76 mortes
  • 2020: 17 casos / 2 mortes
  • 2021: 159 casos / 16 mortes
  • 2022: 1.033 casos / 140 mortes
  • 2023: 1.065 casos / 135 mortes
  • 2024: 2.328 casos / 289 mortes
  • 2025 (até 14/07): 2.654 casos / 423 mortes

Em Porto Alegre, para tentar ampliar a imunização, a prefeitura tem promovido busca ativa com transporte gratuito até os postos de saúde. “Algumas pessoas dizem que não querem tomar”, relata a agente de endemias Marleide Ferreira.

A vacina contra Influenza é gratuita e está disponível para toda a população a partir dos seis meses de idade. A proteção começa cerca de 15 dias após a aplicação. A SES reforça a importância de manter o foco nos grupos mais vulneráveis, especialmente diante do aumento expressivo nos casos graves e nos óbitos.

Fonte | G1

Foto Ilustrativa

cadupireslima

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