Projeto MetaMate, realizado na UTEC, promove o raciocínio crítico e a resolução de problemas em um ambiente de colaboração e aprendizado compartilhado
O certame de matemática MetaMate, impulsionado por professores da UTEC e da Udelar de Rivera, desafiou estudantes do ensino médio na resolução de problemas. A sexta-feira, dia 30 de outubro, será o encerramento com a entrega de reconhecimentos a participantes, docentes e monitores.
A iniciativa buscou despertar o interesse pelas matemáticas, promover o raciocínio e a resolução de problemas, e aproximar os jovens das oportunidades de formação universitária disponíveis na região Norte.
Diferente das competências tradicionais, o MetaMate propôs um processo de aprendizagem que combinou oficinas preparatórias, trabalho colaborativo e provas não eliminatórias. Os resultados das diferentes instâncias se acumularam para reconhecer as melhores participações, embora todos os estudantes recebam um reconhecimento por fazer parte da experiência. Esta etapa final será na sexta-feira, dia 30, na UTEC Rivera.
Rafael Burlón, docente de Matemática das carreiras de Engenharia em Logística e Engenharia em Controle e Automática da UTEC, explica que esta primeira edição foi concebida como uma experiência piloto para um grupo restrito de participantes, com o objetivo de avaliar o funcionamento da proposta e projetar o seu crescimento.
O trabalho começou com a preparação de estudantes universitários que assumiram o papel de monitores. Posteriormente, foram realizadas oficinas de resolução de problemas com docentes e jovens do ensino médio, antes de dar início às instâncias de competição.
Aprender matemática para além das fórmulas
Um dos objetivos do MetaMate é mostrar que resolver problemas matemáticos implica muito mais do que aplicar fórmulas ou repetir procedimentos; também requer interpretar situações, analisar possibilidades, argumentar e buscar estratégias.
Para Nahuel Peña, docente de Matemática que acompanhou estudantes do Liceu nº 5 de Rivera, esse tipo de experiência contribui para o desenvolvimento de habilidades que transcendem a formação acadêmica.
“Se somos capazes de raciocinar, questionar, duvidar e propor soluções a um problema, especificamente estudando matemática, essa habilidade pode ser estendida a diferentes aspectos da vida cotidiana de todas as pessoas”, assinala.
A proposta também permitiu aos participantes enfrentarem exercícios diferentes dos que costumam trabalhar em sala de aula e descobrirem novas formas de abordá-los. Nicole Rosas, estudante do Liceu nº 1 Dra. Celia Pomoli, conta que decidiu participar porque lhe interessava viver uma experiência nova e conhecer outras maneiras de resolver um mesmo problema.
“Nunca havia estado em uma competição assim e, além disso, era de matemática, o que me parece interessante, porque se pode ver bastante perspectivas ou maneiras de resolver um mesmo exercício”, explica.
Universitários que acompanham possíveis futuros universitários
Uma das particularidades do certame foi a participação de estudantes da UTEC e da Udelar como monitores, que acompanharam os mais jovens durante o processo. Além de colaborar com a organização e as atividades, a tarefa deles consistiu em orientar os participantes para que pudessem analisar os problemas e encontrar suas próprias estratégias de resolução.
Amanda Pérez, estudante da Licenciatura em Engenharia de Dados e Inteligência Artificial da UTEC, somou-se ao grupo para guiar os mais jovens, motivada por seu interesse na matemática.
“Sobretudo, nosso papel é supervisionar e estar em contato o máximo possível para poder sempre ajudar o estudante a pensar e a refletir sobre os problemas e as propostas apresentadas no certame”, explica. Para Amanda, a experiência também significou voltar a se conectar com uma etapa de sua própria trajetória educativa da qual sente nostalgia, mas agora de outro lugar: o de uma estudante universitária que acompanha aqueles que estão terminando o ensino médio.
