Idair do Carmo Godoy foi responsabilizado por maus-tratos e mutilação; Anja passou por cirurgia, recebeu próteses e voltou a caminhar
O homem acusado de mutilar a cadela Anja foi condenado a cinco anos de reclusão por maus-tratos a animal. A cachorrinha teve três patas amputadas pelo tutor.
De acordo com a decisão, o réu foi condenado nos termos da denúncia apresentada pelo Ministério Público. Ele foi responsabilizado por praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animal, crime previsto na legislação ambiental e agravado por ter sido cometido contra um cão.
O homem foi identificado como Idair do Carmo Godoy. A sentença foi proferida nesta segunda-feira (5) e também determinou o pagamento de 360 dias-multa, calculados à razão de 1/30 do salário mínimo vigente na época dos fatos, além da proibição de manter a guarda de animais.
Apesar da condenação, a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime aberto. A definição levou em conta o período em que o homem permaneceu preso preventivamente, totalizando um ano e três meses. Ele também poderá recorrer da sentença em liberdade.
Relembre o caso
Em julho do ano passado, em Caseiros, Anja foi encontrada com as duas patas dianteiras amputadas. O responsável pelas agressões era o próprio tutor, que foi preso por maus-tratos. A denúncia chegou até a ONG União Protetora Caseiros, que realizou o resgate.
Quando Anja chegou à clínica veterinária de Ibiraiaras, a cadela apresentava ferimentos graves também em uma das patas traseiras, que precisou ser amputada, e no rabo. Voluntárias da entidade relatam que a cena encontrada foi uma das mais impactantes que já presenciaram.
Ela estava no fundo do quintal, estava amarrada, no meio do barro, no meio do sangue, e as patinhas da frente que ele cortou estavam do lado, lembra Géssica Stoqueiro.
Implante de próteses
Em março, Anja passou por uma cirurgia em Ibiraiaras para a implantação das próteses. O procedimento durou cerca de quatro horas. As próteses foram projetadas para possibilitar movimentos semelhantes aos naturais, sem contato direto com a pele, o que reduz a dor e amplia as chances de adaptação.
Segundo o veterinário responsável pela cirurgia, cada implante foi feito de forma individual. As estruturas são fixadas ao osso por meio de parafusos e utilizam um pino de titânio que conecta a parte interna à externa da prótese.
Ela movimenta como se estivesse com o osso. Então, o movimento é como se fosse um movimento natural, explica o médico veterinário cirurgião Filippe Michel. Atualmente, Anja retomou os movimentos e voltou a caminhar com a ajuda de próteses.
Fonte | G1
Foto | Reprodução/ RBS TV