Avaliação é realizada na Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, após identificação de fissuras e vazamentos. Cerca de 170 moradores foram retirados preventivamente da área de risco
A Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, na Serra Gaúcha, passa por uma inspeção interna nesta quinta-feira (24). A avaliação ocorre após a identificação de fissuras com vazamentos no vertedouro e em partes do contraforte da estrutura, que apresenta risco de rompimento.
Na quarta-feira (23), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta severo para a possibilidade de colapso da barragem. Cerca de 170 moradores que vivem em áreas próximas foram retirados preventivamente e estão hospedados em hotéis ou na casa de familiares.
A inspeção subaquática é realizada por especialistas em segurança de barragens e busca avaliar pontos internos do vertedouro e do contraforte. As informações coletadas serão utilizadas na elaboração de um laudo técnico, previsto para ser concluído até sexta-feira (25).
O alerta foi emitido após o registro de 174 milímetros de chuva em um período de 24 horas no município. O volume supera a média histórica de 163 milímetros para todo o mês de setembro, segundo a Climatempo Meteorologia.
Após as chuvas, equipes técnicas intensificaram as vistorias na estrutura e identificaram as fissuras. Diante da situação, o Plano de Ação de Emergência foi acionado e teve início a retirada preventiva dos moradores das áreas potencialmente atingidas.
Redução do nível do reservatório
Para reduzir a pressão sobre a estrutura, a Corsan instalou bombas para acelerar a retirada de água do reservatório. A descarga de fundo, que permite a saída controlada da água pela parte inferior da barragem, também foi aberta na quarta-feira (23).
Segundo a Corsan, o volume estimado do reservatório era de aproximadamente 138 mil metros cúbicos às 12h47 de quarta-feira. Às 22h17, o volume havia sido reduzido para cerca de 135 mil metros cúbicos.
A companhia informou que a capacidade de retirada de água será ampliada com a entrada progressiva das bombas em operação.
A orientação é que os moradores permaneçam fora de suas residências até que os especialistas indiquem condições seguras para o retorno. Ainda não há previsão para a liberação da área.
Além da retirada preventiva dos moradores, as aulas em uma escola localizada na área de risco foram suspensas e uma estrada precisou ser interditada.
Fonte | G1
Foto | Reprodução/Corsan Aegea