Casa Branca afirma que políticas do governo brasileiro afetam interesses econômicos, a liberdade de expressão e empresas norte americanas; Itamaraty ainda não se manifestou
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (28) a prorrogação, por mais um ano, da ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump em 30 de julho de 2025, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
Segundo o governo norte-americano, a medida mantém em vigor a declaração de emergência nacional relacionada ao Brasil. Apesar da renovação, a decisão não altera as tarifas de importação sobre produtos brasileiros, já que o tarifaço anunciado em 2025 foi posteriormente derrubado pela Suprema Corte dos Estados Unidos.
Atualmente, as tarifas em vigor contra produtos brasileiros decorrem de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Em comunicado oficial, a Casa Branca voltou a acusar o governo brasileiro de adotar práticas que, segundo os Estados Unidos, interferem na economia norte-americana, restringem a liberdade de expressão de cidadãos dos EUA, violam direitos humanos e prejudicam interesses do país.
O documento também faz referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele, familiares e apoiadores seriam alvo de perseguição política. Além disso, cita o Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a Corte de promover censura e restringir conteúdos na internet.
Até a publicação da matéria, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) não havia se manifestado sobre o comunicado.
Especialistas ouvidos pelo Jornal Nacional afirmam que a renovação da ordem executiva tem efeito principalmente político, mas mantém válidas medidas não tarifárias, como sanções financeiras e outras restrições previstas na legislação norte-americana.
Fonte | G1
Foto | Redes Sociais