Conrado Paulino da Rosa estava preso preventivamente desde março e seguirá respondendo ao processo com medidas cautelares impostas pela Justiça.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura do professor de Direito e advogado Conrado Paulino da Rosa, investigado por crimes sexuais contra dez mulheres no Rio Grande do Sul. A decisão foi proferida na quarta-feira (17).
Conrado responde a um processo por 12 crimes, entre eles estupro, estupro de vulnerável, violência psicológica e cárcere privado. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul foi aceita pela Justiça.
O professor havia sido preso preventivamente em março, após decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Em nota, o STJ informou apenas que o processo tramita sob segredo de Justiça e, por isso, não divulgou detalhes da decisão.
Com a soltura, permanecem em vigor medidas cautelares determinadas pela Justiça, como a proibição de manter contato ou se aproximar das vítimas, além da vedação de expor o caso em redes sociais, na imprensa ou por meio de fotos, vídeos e mensagens.
As investigações apontam que os crimes teriam ocorrido entre 2013 e 2025. Segundo a Polícia Civil, o inquérito reuniu depoimentos de 18 vítimas, 16 testemunhas, além de perícias, exames e provas documentais.
Em nota, a defesa afirmou que a decisão do STJ reconhece que a prisão preventiva era desproporcional e destacou que o professor nunca descumpriu as medidas cautelares impostas anteriormente.
A advogada que representa as mulheres declarou que as vítimas receberam a decisão com medo e preocupação, mas afirmaram confiar no andamento do processo e na atuação da Justiça.
Conrado também foi desligado da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP), onde atuava como professor e coordenador de pós-graduação, após o início das investigações.
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