Operação investiga suposta exigência de vantagens indevidas para nomeações e permanência em cargos públicos
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio da Brigada Militar, deflagrou na manhã desta quinta-feira (19), a operação Vantagem Indevida, que resultou no afastamento cautelar de dois vereadores e dois servidores do Poder Legislativo municipal.
A ação ocorreu antes da sessão plenária prevista para a manhã. Foram afastados os vereadores Elson Teixeira e Rodrigo Cardoso Machado, ambos do Partido Democrático Trabalhista, além de dois servidores da Câmara de Vereadores.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil e apura a suposta exigência de vantagens indevidas de servidores e assessores como condição para nomeação ou permanência em cargos públicos. A conduta é apurada, em tese, como crime de concussão.
Por determinação judicial, os quatro investigados foram afastados de suas funções e estão proibidos de manter contato com servidores da Casa Legislativa, de forma presencial, virtual ou por intermédio de terceiros. O descumprimento da medida pode resultar em decretação de prisão.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Câmara de Vereadores, no prédio anexo do Legislativo e nas residências dos investigados. Segundo o delegado Daniel Severo, foram apreendidos documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais, que passarão por análise e perícia para aprofundamento das investigações e individualização das condutas.
De acordo com a Polícia Civil, as medidas cautelares têm o objetivo de preservar a instrução criminal, evitar interferências na produção de provas e impedir eventual coação de testemunhas. As investigações seguem em sigilo.
O presidente do Legislativo em exercício, vereador Ladislê Teixeira, do Partido Socialista Brasileiro, informou que o caso se refere a atos individuais dos vereadores, sem relação com a gestão do ano anterior.
Fonte | Caderno7
Foto | Marcelo Ribeiro/portal Caderno7