Ações de fiscalização ocorreram em 120 estabelecimentos, com irregularidades confirmadas em 17 locais
Em 2025, 91 trabalhadores foram resgatados de situações análogas à escravidão no Rio Grande do Sul, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego. No período, 120 estabelecimentos passaram por inspeções e, em 17 deles, foram confirmadas irregularidades que resultaram nos resgates.
O chefe da fiscalização do trabalho no Estado, Gerson Soares, explica que a caracterização desse tipo de crime ocorre quando há submissão a trabalhos forçados, jornadas exaustivas, condições degradantes ou restrição da liberdade de locomoção. Segundo ele, não é necessário que todas essas situações estejam presentes ao mesmo tempo.
A maioria dos resgates foi registrada em atividades ligadas ao setor agrícola.
Entre as situações consideradas pela fiscalização estão trabalhos forçados, quando há coerção ou ameaça para obrigar a pessoa a trabalhar, jornadas exaustivas que causam esgotamento físico ou mental, condições degradantes em ambientes sem higiene, segurança ou dignidade, além da restrição de liberdade, como retenção de documentos ou controle de transporte.
Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam que o Rio Grande do Sul teve 245 denúncias de trabalho análogo à escravidão no ano passado. O número não contempla todos os registros, já que outros órgãos também recebem notificações.
Segundo Gerson Soares, as denúncias são encaminhadas à Secretaria de Inspeção do Trabalho, onde passam por triagem para definição das investigações e priorização das fiscalizações.
Fonte | GZH
Foto | Reprodução