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Estado Geral

Flávio Bolsonaro e Lula voltam às urnas para disputar o segundo turno

Senador do PL terminou a apuração com 47,39% dos votos e o presidente, com 44,74%; disputa presidencial será decidida em três semanas

A eleição presidencial de 2026 terá segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a disputa às 20h56 deste domingo (4), quando 96,78% das urnas já haviam sido apuradas. Naquele momento, Flávio somava 47,39% dos votos, e Lula, 44,74%.

O pleito foi marcado pela polarização entre bolsonarismo e petismo, que se consolidou já no primeiro turno. Os eleitores retornam às urnas no dia 25 para escolher entre um quarto mandato de Lula, que teria início aos 81 anos e seria inédito na história do país, ou a eleição de Flávio Bolsonaro, que assumiria aos 45 anos, em 5 de janeiro de 2027, na mesma cadeira ocupada por seu pai, Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022.

Ficaram fora da disputa Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Edmilson Dias (PCB), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Rui Costa Pimenta (PCO).

Como foi a apuração

Flávio Bolsonaro abriu vantagem assim que o TSE começou a divulgar os resultados e chegou a superar os 50% dos votos nas primeiras horas. Por volta das 19h15, com 64% das urnas apuradas, caiu para abaixo da metade, mas mantinha cerca de 5 milhões de votos de dianteira sobre Lula. Nos momentos finais da apuração, essa diferença encolheu para aproximadamente 2,6 milhões de votos.

Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado permaneceram boa parte do tempo nas terceira, quarta e quinta posições, respectivamente.

O domingo dos candidatos

Flávio votou pela manhã no Rio de Janeiro, pouco depois das 8h, na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte. Estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro. Após votar, afirmou estar preparado para presidir o país.

É um dia muito importante, onde eu espero que o brasileiro ponha fim a essa era do atraso que apostou tudo, que vale tudo. Que perdeu a linha de usar dinheiro público, a máquina pública, para tentar interferir nas eleições, declarou.

Depois, seguiu para Brasília, onde acompanhou a apuração com aliados no QG da campanha, no Lago Sul.

Lula votou por volta das 9h10 na Escola Estadual João Firmino, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Estava ao lado de Alckmin, de Fernando Haddad, candidato derrotado ao governo de São Paulo, e das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), que também não se elegeram.

Após votar, o presidente defendeu mudanças no processo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Não é possível continuar com a promiscuidade em que o país está. Eu, sinceramente, vamos ter que pensar, chamar juristas, pessoas do mundo do Direito, para definir quem vai para a Suprema Corte, disse. Lula acompanhou a apuração em São Paulo, com aliados e familiares.

As chapas

Lula repetiu a chapa de quatro anos atrás, mantendo Geraldo Alckmin (PSB) como vice. Alckmin consolidou sua posição no governo e manteve proximidade com o presidente, apesar do histórico de disputas em eleições anteriores, quando era do PSDB. Ele também comandou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, atuando como ponte entre o governo e o empresariado. Na eleição presidencial, o PT teve como aliados PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede.

Flávio Bolsonaro concorre ao lado do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-promotor de Justiça, ex-procurador-geral de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas. Eleito para a Câmara em 2022, Gaspar ganhou projeção nacional como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. A definição da chapa ocorreu após semanas de negociações para ampliar alianças no campo da centro-direita, mas o apoio do Republicanos e da federação formada por União Brasil e Progressistas não se concretizou. Os partidos optaram pela neutralidade na disputa presidencial.

Como foi a campanha

Na reta final, Lula e Flávio concentraram esforços no Sudeste, região com os maiores colégios eleitorais do país. A campanha foi marcada por temas que ultrapassaram a disputa partidária, como a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal, o uso de Inteligência Artificial nas peças publicitárias e o fim das apostas esportivas on-line.

Nas redes sociais, publicações associaram Flávio Bolsonaro e setores da direita a um suposto movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O candidato negou qualquer proposta nesse sentido.

Fonte | G1

Foto | Marcelo Camargo/Agência Brasil e Carlos Moura/Agência Senado

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