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PM condenado por estuprar e matar sobrinho está foragido há um mês no RS

Polícia Civil faz buscas por Jeverson Olmiro Lopes Goulart, sentenciado a 46 anos de prisão

O policial militar Jeverson Olmiro Lopes Goulart, de 60 anos, condenado por estuprar, matar e simular o suicídio do sobrinho de 12 anos em Porto Alegre, está foragido há um mês. Ele recebeu pena de 46 anos de prisão após julgamento no fim de outubro, mas não foi localizado após a expedição do mandado de prisão.

A execução imediata da pena foi determinada pela juíza Anna Alice da Rosa Schuh, da 1ª Vara do Júri da Capital, após o anúncio da sentença. O réu respondeu ao processo em liberdade.

A Delegacia de Capturas do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) realiza buscas pelo condenado. Até o momento, não há informações sobre seu paradeiro.

A informação mais recente indica que Jeverson estava no apartamento onde mora, no bairro Copacabana, no Rio de Janeiro, de onde acompanhou o julgamento por videoconferência. Durante a sessão, um telão no plenário exibiu sua imagem em tempo real.

O advogado Edson José Perlin, que representa o PM, afirma que não existe obrigação legal de se apresentar espontaneamente para cumprir a prisão antes do trânsito em julgado da sentença. Segundo ele, a ausência do cliente não configura evasão ou irregularidade.

A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, responsável pela denúncia, informou que pediu que o julgamento não fosse realizado de forma virtual e que o réu estivesse presencialmente em um fórum. Os pedidos não foram aceitos.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que autorizou a participação remota do réu após pedido da defesa, que alegou que ele residia em outro estado e temia pela própria segurança. O tribunal destacou que a presença do acusado no júri é facultativa e que o uso de videoconferência é permitido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A magistrada responsável pelo caso não comentou a situação porque o processo ainda está em tramitação.

Jevison participou dos dois dias de julgamento de forma remota e negou todas as acusações. Seus advogados atuaram presencialmente no plenário.

O caso Andrei

Andrei Goulart, 12 anos, foi encontrado morto em 30 de novembro de 2016, com um tiro disparado pela arma do tio. Ele estava deitado na cama, com a arma nas mãos. A primeira investigação concluiu que o menino havia cometido suicídio, mas a mãe, Cátia Goulart, contestou a versão e apontou inconsistências no inquérito.

Em março de 2020, o Ministério Público denunciou Jeverson por homicídio e estupro. Segundo o MP, o homicídio foi cometido para ocultar o abuso sexual.

cadupireslima

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