Ferramenta gratuita permite consultar se aparelho foi roubado ou furtado; mais de 100 mil gaúchos já aderiram à plataforma
O Rio Grande do Sul está apostando na tecnologia como aliada no combate ao roubo e furto de celulares. Com mais de 103 mil dispositivos cadastrados no estado, o aplicativo Celular Seguro, do governo federal, tem se consolidado como uma ferramenta eficaz tanto para prevenção quanto para proteção de dados em casos de perda ou roubo.
Uma das funcionalidades mais recentes da plataforma permite que qualquer pessoa consulte se um aparelho usado tem registro de roubo ou furto antes de finalizar a compra. A verificação é feita a partir do número do IMEI — um código único que identifica cada dispositivo móvel.
A consulta é simples e pode ser feita diretamente no aplicativo, disponível gratuitamente nas lojas virtuais. Segundo a Polícia Civil, o recurso é especialmente útil para evitar que celulares roubados sejam repassados no mercado informal. Lojistas também têm adotado o sistema como parte de seus processos de controle.
“A gente faz o controle de todos os IMEIs, tanto de aparelhos novos quanto seminovos, justamente pra garantir que o cliente leve um produto de procedência segura”, relata Gabriel Camboim Ourique, proprietário de uma loja de celulares em Porto Alegre.
Como fazer a consulta:
– Baixe o aplicativo Celular Seguro na Google Play Store ou App Store;
– Acesse com a conta gov.br;
– No menu inicial, clique em “Celulares com restrição”;
– Digite o número do IMEI ou escaneie o código de barras da embalagem;
– Para descobrir o IMEI, digite *#06# no discador do aparelho.
Função de bloqueio remoto
Além da verificação prévia, o aplicativo também oferece bloqueio remoto do dispositivo em caso de roubo. Por meio de outro aparelho, o usuário pode emitir um alerta e bloquear acesso à linha telefônica, aplicativos bancários e dados pessoais.
“A pessoa que tiver o aplicativo habilitado pode emitir um alerta a partir de outro dispositivo, informando que o celular foi roubado. A partir disso, pode decidir se quer bloquear tudo”, explica Eibert Moreira Neto, delegado do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos do RS. Segundo ele, o recurso também colabora nas investigações e aumenta as chances de recuperação dos aparelhos.
Uso crescente no país
Mais de 2 milhões de usuários já se cadastraram na plataforma em todo o Brasil, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No Rio Grande do Sul, são mais de 103 mil celulares vinculados ao sistema.
“O aparelho vai ficar sem utilidade para o mercado negro. Não tem como revender”, afirma o delegado Eibert.
Cuidados ainda são necessários
Especialistas em segurança alertam que o uso do aplicativo não substitui cuidados básicos. Entre as recomendações estão o uso de bloqueios por senha ou biometria, não salvar senhas em navegadores e memorizar dados de acesso sensíveis.
“Se as senhas estiverem salvas, quem roubar o celular pode acessar tudo com facilidade”, destaca Maurício Rodrigues Cerqueira, especialista em telecomunicações do Senai Porto Alegre.
Fonte | G1
Foto | Governo Federal