Justiça determina perda de bens e cargo público
Leandro Suanes, ex-diretor da Penitenciária Estadual de Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul, foi condenado a 25 anos de prisão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença, publicada em 11 de abril, aponta que ele facilitava o ingresso de drogas, celulares e dinheiro no interior da unidade prisional.
A investigação conduzida pelo Ministério Público do RS (MPRS) revelou que Suanes também integrava uma organização criminosa envolvida na venda irregular de botijões de gás no município. Entre 2021 e 2023, o ex-diretor teria recebido cerca de R$ 500 mil para permitir a entrada dos materiais ilícitos no presídio. Ainda segundo o MPRS, os apenados lucraram aproximadamente R$ 4 milhões com o tráfico de drogas dentro da penitenciária.
Suanes chegou a ser preso em 2023, durante uma operação do MPRS que apurava irregularidades na gestão da penitenciária. Além da pena de prisão, a Justiça determinou a perda de bens no valor de R$ 1,3 milhão, a perda definitiva do cargo público e a proibição de exercer qualquer função pública por 50 anos — o dobro do tempo da condenação.
Outros dois detentos também foram condenados: um a 13 anos e outro a 12 anos de prisão. A defesa de Suanes contesta a decisão judicial e informou que irá recorrer da sentença.
Fonte | G1
Foto | Ministério Público / Divulgação