Ação também mirou alvos em SC, PR e MT; quadrilha atuava em presídios e movimentou R$ 32 milhões em 2024
Trinta e duas pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (18) em uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul contra um esquema criminoso envolvendo tráfico de drogas, agiotagem e extorsão. A ação, que também teve alvos em Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso, cumpriu 41 mandados de prisão e 45 ordens de busca e apreensão. Até o momento, foram apreendidos veículos, armas, drogas e R$ 90 mil em espécie.
O grupo criminoso, com atuação no Vale do Sinos e na Região Metropolitana de Porto Alegre, era acusado de comandar um esquema de extorsão de dentro de presídios do RS. Segundo as investigações, os integrantes da quadrilha extorquiam pessoas e davam ordens a traficantes que mantinham o funcionamento das atividades ilícitas nas ruas.
Conexão com empresa do setor alimentício
A delegada Ana Flávia Leite, do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), revelou que a polícia identificou vínculos entre a quadrilha e uma empresa do setor alimentício que fornece produtos para cantinas de presídios. A empresa era usada para lavagem de dinheiro, recebendo valores obtidos por meio de extorsões e transferindo-os para contas de “laranjas”.
“Foi identificado durante a investigação o uso desse CNPJ, dessa conta bancária relacionada a essa empresa, para o depósito de dinheiro do crime”, afirmou a delegada. Em 2024, a empresa movimentou cerca de R$ 32 milhões, segundo a polícia.
Investigação começou com apreensão de drogas
A operação foi desencadeada após a apreensão de um veículo em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, em julho de 2023. Dentro do carro, foram encontrados 400 quilos de maconha. A investigação revelou que a quadrilha movimentava grandes quantidades de drogas e dinheiro. Em junho do ano passado, a Polícia Rodoviária Federal já havia apreendido cinco toneladas de maconha, avaliadas em R$ 10 milhões.
A operação desta terça-feira marca um avanço significativo no combate ao crime organizado no estado. Os nomes dos investigados são mantidos em sigilo, e a polícia segue apurando os detalhes do esquema criminoso.
Fonte e Foto | G1