Máxima Confecções, referência para escolas de samba, foi consumida pelas chamas em Ramos
Um incêndio de grandes proporções destruiu a Maximus Confecções, localizada no bairro de Ramos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (12). A fábrica, conhecida por ser uma das maiores fornecedoras de fantasias para as escolas de samba da Série A e do Grupo de Acesso, teve sua produção completamente devastada. De acordo com Hugo Júnior, presidente da LigaRJ, “tudo indica que a perda de material foi total”.
Pelo menos 13 pessoas ficaram feridas, sendo 9 delas em estado grave. A TV Globo apurou que havia cerca de 100 funcionários no galpão quando o fogo começou, sendo que parte deles estava dormindo no momento do incêndio. Até o fechamento desta reportagem, os bombeiros ainda tentavam controlar as chamas, que já se alastravam para prédios residenciais próximos.
Resgate dramático
Durante a manhã, a equipe do Bom Dia Rio acompanhou o resgate dramático de trabalhadores que ficaram encurralados pelas chamas. Quatro ocupantes do prédio foram salvos após se refugiarem na parte externa de uma das janelas na parte de trás da fábrica, enquanto o Globocop registrava as súplicas do grupo envolto pela densa fumaça negra que saía de todos os lados.
A área era de difícil acesso, com passagens estreitas que impediram os caminhões com escadas magirus de se aproximarem. Os bombeiros, utilizando escadas portáteis, conseguiram resgatar os trabalhadores minutos antes das chamas alcançarem o andar onde estavam. Uma das vítimas contou que o fogo começou no térreo e se alastrou rapidamente: “Foi muito rápido, lambeu tudo!”
No total, os bombeiros retiraram 17 pessoas do local, sendo 10 encaminhadas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, 9 delas em estado grave, e 3 para o Hospital Federal de Bonsucesso, em estado estável.
Impacto para o carnaval
A Maximus Confecções era responsável pela produção das fantasias de importantes escolas de samba do Rio, incluindo o Império Serrano, Unidos de Bangu e Unidos da Ponte. Todas essas agremiações informaram que toda a sua produção para o carnaval deste ano estava no galpão destruído pelas chamas. Além disso, a fábrica também fabricava camisas de alas e fardas para as forças de segurança do Rio de Janeiro.
A confecção funcionava em regime de turnos 24 horas por dia, atendendo à alta demanda nos dias que antecedem os desfiles de carnaval.
Créditos: G1