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ANAC identifica falhas na vistoria de avião acidentado em São Paulo


Agência aponta três inconformidades na fiscalização, mas assegura que a aeronave estava apta para voar; investigação do acidente segue sob responsabilidade do CENIPA

São Paulo — A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) enviou um comunicado ao responsável pela vistoria de importação realizada no avião que caiu na Avenida Marquês de São Vicente, zona oeste de São Paulo, apontando três inconformidades na fiscalização da aeronave. O comunicado foi enviado na quinta-feira (6) e o acidente ocorreu na manhã de sexta-feira (7).

No comunicado, a agência identificou três falhas na forma como a vistoria foi conduzida na aeronave:

Inconformidade 1: Informações divergentes entre o Laudo de Vistoria e a tela de estação quanto ao equipamento ADC.
Inconformidade 2: Laudo de Vistoria – necessidade de verificação quanto à não aplicabilidade dos limpadores de para-brisas declarados como instalados.
Inconformidade 3: O Mapa de Modificações não apresenta alteração pelo STC SP00400SE: Instalação de vários modelos de desgeladores elétricos para hélices.

A ANAC destacou que a aeronave possuía um certificado de aeronavegabilidade válido e estava apta para voar.

O comunicado estabelece um prazo de cinco dias para que o responsável pela vistoria responda aos questionamentos, “via protocolo, a contar do recebimento do presente e-mail, prazo após o qual, se não houver resposta, a aeronave estará sujeita a providências administrativas previstas na Resolução 472/2018”.

De acordo com a ANAC, a vistoria é o procedimento que atesta a conformidade do equipamento no momento de sua importação, que ocorreu em 24 de novembro de 2024.

“As informações enviadas pela ANAC ao Profissional Credenciado sobre as inconformidades encontradas dizem respeito ao registro documental da vistoria apresentada à ANAC. A aeronave entrou no país com seu Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido. Com o CA válido, não há restrições. Isso significa que a aeronave estava apta a operar normalmente”, afirmou a agência em nota. O comunicado, no entanto, não detalhou a gravidade das inconformidades.

De acordo com a ANAC, a investigação do acidente está sendo conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão do Comando da Aeronáutica responsável por coletar todos os dados relacionados à manutenção da aeronave.

Investigação do CENIPA
Também por meio de nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que os investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), órgão regional do CENIPA, finalizaram, na tarde de sexta-feira, a ação inicial envolvendo a aeronave. Com a conclusão dessa etapa, os elementos essenciais para análise da investigação foram removidos pelos agentes e a área foi liberada.

“A investigação dessa ocorrência aeronáutica continua, com o levantamento de outras informações necessárias, a fim de identificar os possíveis fatores contribuintes”, afirmou o órgão.

Créditos| Metrópoles

Foto| Divulgação

Micheli das Neves

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