Nesta sexta-feira (22), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) desarticulou um esquema criminoso que operava a partir do Presídio Regional de Pelotas (PRP) em 13 cidades dos três Estados do Sul do Brasil. Com a colaboração de diversos órgãos de segurança pública, foram cumpridos mais de 170 mandados judiciais, resultando em 19 prisões e a remoção de apenados. A operação visou desmantelar uma facção criminosa que movimentou mais de R$ 32 milhões por meio de tráfico de drogas, agiotagem com juros abusivos, e lavagem de dinheiro.
As operações Caixa-Forte II e El Patron investigaram a venda de drogas e o ingresso de materiais ilícitos no presídio, com o envolvimento de um policial penal corrupto. Também foi descoberta uma rede de microcrédito ilegal com taxas de juros de até 280%, além de práticas de cobrança violentas e ilegais. Além disso, a lavagem de dinheiro se deu através de investimentos em empresas e movimentações financeiras fraudulentas, envolvendo 1,3 mil contas bancárias em nome de laranjas.
A ação coordenada pelos promotores de Justiça Rogério Meirelles Caldas, André Dal Molin e outros, em conjunto com os GAECOs de Santa Catarina e Paraná, teve apoio de mais de 700 agentes, incluindo forças de segurança estaduais e federais. Foram realizados bloqueios de contas bancárias, apreensão de veículos e imóveis, e a remoção de líderes da organização. O trabalho meticuloso e articulado entre as instituições reforça o combate contínuo ao crime organizado nos presídios e fora deles.
Fonte | MPRS
