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Caso Miguel: Entenda ponto a ponto assassinato de menino de 7 anos; mãe e madrasta serão julgadas a partir de quinta

Começa na quinta-feira (4), a partir das 9h, o júri das rés pela morte de Miguel dos Santos Rodrigues, assassinado aos sete anos em 2021, em Imbé, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

A mãe de Miguel, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, e a companheira dela à época, Bruna Nathiele Porto da Rosa, estão presas preventivamente. Conforme a acusação, as duas teriam matado Miguel porque ele atrapalhava o relacionamento do casal. O corpo nunca foi encontrado.

No Tribunal do Júri, elas responderão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura e ocultação de cadáver. As qualificadoras são motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a vítima.

Entenda, na reportagem, ponto a ponto sobre o caso que chocou o país.

De acordo com Thais Constantin, advogada de defesa de Yasmin, ela irá admitir para os jurados o que fez com o próprio filho.

“Ela entende os atos que praticou, por isso confessou. E ela entende que precisa ser condenada, mas o pedido dela para nós, enquanto defesa, foi que ela fosse condenada dentro dos atos que ela realmente praticou. Esse é o nosso trabalho, mostrar tudo que a Yasmim realmente fez, da forma como fez, e os excessos que estão sendo trazidos à conduta dela”, pontua.

Já a defesa da ex-companheira afirma que Bruna vai assumir os atos dos quais foi responsável.

“Nós assumimos para o plenário do júri e, a partir daquilo que já foi produzido, vamos trabalhar uma tese para que a Bruna seja responsabilizada dentro dos fatos, da responsabilidade que ela deve assumir, a partir dos atos e fatos que ela contribuiu de alguma forma”, explica o advogado Rafael Santos de Oliveira.

Para o Ministério Público, trata-se de um crime chocante. A promotoria deve solicitar a pena máxima às rés.

“Contra uma criança de sete anos de idade, que não tinha a quem se socorrer, dentro da sua ‘casa’, por aquela pessoa que deveria cuidar, primar em primeiro lugar. A motivação vem num momento que elas têm uma crise conjugal e o menino se torna um empecilho, a causa dos problemas, de modo que elas resolvem se livrar desse problema”, enfatiza o promotor de justiça André Luis Taroco Pinto.

A sessão ocorre no Foro da Comarca de Tramandaí, presidida pelo juiz de direito Gilberto Pinto Fontoura, titular da 1ª Vara Criminal local. O julgamento tem previsão de duração de dois dias.

Créditos: G1

Leandro Rocha

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