Uma operação policial realizada pela Polícia Civil do RS , na manhã desta quinta-feira (30), prendeu pelo menos 61 pessoas em Porto Alegre. De acordo com a investigação, elas fazem parte de duas organizações criminosas que planejavam se unir para criar uma nova facção no estado.

Centenas de policiais participaram da operação, que contou com o apoio de um helicóptero. Os mandados de busca foram cumpridos, principalmente, no bairro Vila Jardim e na Vila Cruzeiro do Sul, locais que serviriam como base das duas organizações criminosas.
A operação seguia em andamento até a última atualização desta reportagem, às 9h de quinta-feira.
Em trocas de mensagens interceptadas pela polícia, um dos suspeitos descreve a um homem os planos da organização. Até um estatuto com regras estava nos planejamento: “A rapaziada vai elaborar um estatuto e estará compartilhando com todos da família. Temos espaços em vários cantos da cidade, interior e nas cadeias também”, diz a mensagem.
Em outro trecho, o texto fala sobre a união das supostas organizações criminosas: “Não existe mais, não tem mais (nome de organização criminosa) ou (nome de outra organização criminosa) ou qualquer outra forma que se espera. Hoje temos nosso nome e nosso estatuto, que vai ser passado pra geral”, escreve.
A Polícia Civil diz que suspeitos que fariam parte das duas organizações criminosas chegaram a cometer delitos juntos.
As investigações envolveram duas delegacias de polícia e começaram há cerca de um ano e meio, depois que o telefone celular de um integrante de uma das quadrilhas foi apreendido. Cada delegacia ficou responsável por investigar um grupo. Os policiais descobriram que o objetivo dos suspeitos era unir forças entre as duas quadrilhas para tentar roubar territórios de facções rivais. Em Porto Alegre, havia inclusive um plano para dividir territórios entre as quadrilhas e explorar o tráfico de drogas.
Durante as investigações, também foram encontradas nos celulares fotos de armas, muitas delas usadas em crimes cometidos recentemente em Porto Alegre.
A Polícia Civil também identificou que integrantes das organizações criminosas, que estão presos, seguiam comandando o tráfico de drogas. Por isso, também foram feitas ações em presídios do interior do estado.

