Mais de 500 equipes de resgate atuam em meio a escombros enquanto governo decreta emergência e países oferecem ajuda humanitária
A Venezuela segue nesta quinta feira (25) as buscas por vítimas dos terremotos que atingiram o país na noite de quarta feira e já deixaram 164 mortos e 971 feridos, segundo autoridades locais. Mais de 500 equipes de emergência trabalham na remoção de escombros em diferentes regiões afetadas.
Imagens divulgadas pela imprensa e por redes sociais mostram momentos de emoção e comemoração a cada sobrevivente retirado com vida dos destroços. Os tremores são considerados os mais intensos a atingir o país em mais de um século.
Dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 ocorreram com menos de um minuto de intervalo, seguidos por dezenas de réplicas. Os abalos provocaram desabamentos em Caracas e em outras cidades, além de impactos sentidos em países vizinhos.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que o número de vítimas pode aumentar significativamente, com projeções que variam de 10 mil a 100 mil mortos. Até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas, segundo o Itamaraty.
O governo venezuelano declarou estado de emergência, suspendeu aulas e serviços não essenciais e mobilizou equipes de resgate e segurança para as áreas atingidas. Redes de gás e eletricidade também foram desligadas em regiões de risco.
Diversos países manifestaram solidariedade e colocaram equipes e ajuda humanitária à disposição, incluindo envio de suprimentos médicos e especialistas em resgate. Entre eles estão Estados Unidos, China, Turquia, México e Portugal.
Os tremores também foram sentidos em cidades da Região Norte do Brasil, como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá, segundo a Rede Sismográfica Brasileira. Apesar do susto, especialistas afirmam que não há risco de danos nessas localidades.
Inicialmente, houve alerta de tsunami em áreas do Caribe, mas o aviso foi cancelado cerca de uma hora depois.
A Venezuela está localizada em uma zona de alta atividade sísmica, no encontro entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul, o que torna o país sujeito a terremotos de grande intensidade.
Fonte | G1
Foto | Jesus Vargas/Getty Images