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Atendimento inclusivo deixa de ser diferencial e passa a ser exigência do mercado

Especialista destaca a importância da Libras e da acessibilidade para promover experiências mais humanizadas e acolhedoras

Cada vez mais presente nas discussões sobre atendimento, empregabilidade e experiência do consumidor, a inclusão tem deixado de ser vista apenas como um diferencial competitivo para se tornar uma exigência do mercado. Empresas de diferentes segmentos vêm sendo desafiadas a adotar práticas mais acessíveis e acolhedoras, especialmente no relacionamento com pessoas com deficiência.

Para a docente do curso de Libras do Senac Santana do Livramento, Dionara Machado de Andrade, essa mudança está ligada à compreensão de que acessibilidade é um direito. “A sociedade passou a compreender que acessibilidade não é um benefício opcional. Consumidores valorizam empresas que demonstram respeito à diversidade e promovem igualdade de acesso aos seus serviços”, destaca.

Nesse contexto, o conhecimento em Libras tem ganhado espaço como uma ferramenta importante para garantir autonomia, segurança e acolhimento às pessoas surdas durante o atendimento. Segundo Dionara, quando a comunicação acontece sem barreiras, o cliente se sente respeitado e incluído, o que impacta diretamente na qualidade da experiência oferecida.

A necessidade de profissionais capacitados em inclusão e acessibilidade também tem crescido em áreas como educação, saúde, recursos humanos, comércio, turismo, serviços digitais e atendimento ao público. Para a docente, investir em acessibilidade fortalece a imagem institucional das empresas e amplia as possibilidades de atendimento a diferentes públicos.

Entre os erros mais comuns cometidos pelas empresas no atendimento às pessoas com deficiência auditiva, Dionara cita a ausência de profissionais preparados para se comunicar em Libras, além de atitudes inadequadas, como falar apenas com acompanhantes em vez de se dirigir diretamente à pessoa surda. “Muitas empresas ainda acreditam que todos os surdos fazem leitura labial, o que não corresponde à realidade”, explica.

Além da comunicação, atitudes como empatia, respeito, paciência e disponibilidade para compreender as necessidades do outro fazem diferença em um atendimento verdadeiramente inclusivo. Recursos visuais, adaptação das estratégias de comunicação e acolhimento também contribuem para tornar os ambientes mais acessíveis. Para empresas e profissionais que desejam começar esse processo, a orientação é investir na conscientização e na capacitação das equipes. “Promover formação em Libras, adaptar materiais visuais e ouvir as próprias pessoas surdas são passos fundamentais para construir soluções mais efetivas e inclusivas”, afirma.

A docente também ressalta que a capacitação em Libras contribui diretamente para a empregabilidade e o desenvolvimento profissional. “O profissional amplia suas competências comunicacionais e se prepara para atuar em ambientes mais diversos e inclusivos”, pontua.

Dionara reforça que a inclusão deve ser encarada como um compromisso social e humano. “Pequenas mudanças de atitude e investimentos em acessibilidade podem transformar experiências, fortalecer vínculos e garantir mais dignidade, autonomia e participação para as pessoas surdas em todos os espaços da sociedade”, conclui.

cadupireslima

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