Procedimento avalia possível abuso de autoridade, violação de sigilo e ato de improbidade administrativa
A conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, passou a ser apurada pelo Ministério Público de Santa Catarina no âmbito do caso que investiga maus-tratos contra o cão comunitário Orelha.
A apuração ocorre por meio de um procedimento preparatório instaurado pela 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial. O objetivo é avaliar a necessidade de abertura de inquérito civil para eventual adoção de medidas judiciais.
Segundo o Ministério Público, o procedimento busca verificar a existência de possível abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa, a partir do recebimento de representações que questionam a conduta do delegado-geral.
Em declaração à imprensa, Ulisses Gabriel afirmou que não foi notificado e negou irregularidades, dizendo que não é responsável pela investigação do caso.
A apuração da conduta do delegado ocorre paralelamente às diligências relacionadas à investigação da morte do cão Orelha, cujo inquérito foi concluído na última semana, com pedido de internação de um adolescente por maus-tratos.
Na segunda feira (9), o Ministério Público concedeu prazo de 20 dias para que a Polícia Civil complemente o inquérito, com a realização de novos depoimentos e a juntada de imagens referentes a uma discussão ocorrida na portaria de um condomínio na Praia Brava, em Florianópolis, durante a apuração do caso.
De acordo com o Ministério Público, o material reunido até o momento apresenta lacunas que dificultam a formação de um entendimento seguro sobre os fatos.
Fonte | G1
Foto | Polícia Civil/Divulgação