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Para brasileiros, prosperidade vai além do dinheiro, aponta estudo Sicredi/Datafolha

Pesquisa inédita revela como as pessoas definem prosperidade, quais fatores influenciam essa percepção e o quanto elas se consideram prósperas

Para os brasileiros, os fatores econômicos são os que têm maior relevância no entendimento sobre o que é prosperidade, mas o conceito vai muito além do dinheiro. É o que revela estudo inédito encomendado pelo Sicredi, instituição financeira cooperativa, em parceria com o instituto de pesquisas Datafolha.

O levantamento buscou entender como as pessoas definem prosperidade, o quanto elas se consideram prósperas e como vivenciam o conceito no cotidiano.

A pesquisa “O que é prosperidade para o brasileiro” indica que há uma grande diversidade de interpretações sobre o tema.

No entanto, identificou que o conceito pode ser compreendido a partir de quatro dimensões principais:

a econômica, na qual prosperidade envolve qualificação profissional, conquistas, estabilidade e acesso a oportunidades;

a psicológica, relacionada a bem-estar emocional, autoestima e autonomia;

a espiritual, ligada a práticas e crenças, propósito de vida e sentimento de conexão com algo maior;

e a social, que diz respeito a vínculos e à vida em comunidade.

“Ao longo da pesquisa, observamos que as pessoas têm vivências muito diversas, e isso gera respostas múltiplas sobre o que é prosperidade, um conceito subjetivo. As quatro dimensões, obtidas a partir da etapa qualitativa, organizam essa pluralidade de definições em uma estrutura sistematizada, o que permite analisar tendências e compreender como as pessoas pensam e agem em relação ao assunto”, explica Paulo Alves, gerente de pesquisa de mercado do Datafolha.

Entre essas dimensões, a econômica aparece como a base mais sólida na construção do conceito de prosperidade, com 39% de relevância, indicando que oportunidades e estabilidade financeira são vistas como essenciais para uma vida próspera.

Em segundo lugar, vem a psicológica (com peso de 26%), seguida pela espiritual (21%) e pela social (14%).

“Esses dados mostram que, embora a prosperidade seja ampla, ainda é fortemente associada a questões econômicas. Mas o dinheiro é visto como um meio, e não um fim. É a base para sustentar outros aspectos relevantes – garante acesso à educação, saúde, moradia e oportunidades -, criando condições para que as demais dimensões também se desenvolvam. Aspectos emocionais, espirituais e sociais também entram na equação do que é prosperidade, com uma relevância significativa”, salienta Alves.

O quanto os brasileiros se sentem prósperos?

A pesquisa revela que a percepção de prosperidade entre os brasileiros é marcada por movimento e esforço. Quase metade da população (47%) afirma prosperar “com dificuldade”.

Apesar da relevância da dimensão econômica para prosperidade, ela também é marcada por desafios. Muitos entrevistados destacam o esforço necessário para “chegar ao fim do mês”, apontando insegurança no mercado de trabalho, desigualdade no acesso a bens e serviços e falta de apoio para lidar com o dinheiro de forma segura e autônoma.

Ainda assim, 41% dos respondentes se consideram muito prósperos (notas 9 e 10). Outros 40% se veem em um patamar intermediário (notas 7 e 8), mostrando que a maioria das pessoas associa sua vida a um grau elevado de prosperidade, mesmo diante das adversidades.

Os dados demográficos reforçam nuances dessa percepção. Mulheres se consideram mais prósperas que homens (47% vs. 34%), e a prosperidade tende a aumentar com a idade: entre jovens de 16 a 24 anos, apenas 28% se veem plenamente prósperos, enquanto entre pessoas com 60 anos ou mais esse índice chega a 49%.

A escolaridade também tem relação: quem tem ensino fundamental apresenta maior percepção de prosperidade total (54%), enquanto entre os que possuem ensino superior esse índice cai para 30%.

O gerente de pesquisa de mercado do Datafolha, Paulo Alves, contextualiza essas diferenças demográficas: “Entre pessoas com maior escolaridade e residentes em algumas regiões mais desenvolvidas, identifica-se um grupo insatisfeito que, apesar de apresentar nível de renda mais elevado, entende que ainda há um caminho a percorrer para atingir um patamar de prosperidade mais alto”.

O Nordeste é a região onde mais pessoas se consideram plenamente prósperas, com 49% dos entrevistados atribuindo notas 9 ou 10 para sua própria prosperidade. Já o Norte aparece em segundo lugar, com 45%.

A pesquisa também mostra diferenças entre áreas urbanas e interior: moradores do interior tendem a se sentir mais prósperos (43% atribuíram notas 9 e 10) do que aqueles das regiões metropolitanas (37%), o que pode refletir fatores como custo de vida, relações sociais mais próximas e sensação de pertencimento.

“Prosperidade é a essência do nosso propósito, por isso essa pesquisa é tão relevante para o Sicredi. Com esses resultados, vamos direcionar nossas estratégias de maneira ainda mais intencional, seja por meio de soluções financeiras, seja por meio de programas de educação financeira e projetos sociais que fortaleçam as comunidades onde estamos presentes. Mais do que um estudo, este é um passo para mensurar e ampliar nosso compromisso com o tema, alinhando nossas ações às expectativas das pessoas e ao futuro que queremos construir”, afirma Alexandre Barbosa, diretor-executivo de Estratégia, Sustentabilidade, Administração e Finanças do Sicredi.

cadupireslima

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