Caso expõe falhas na saúde pública e gera cobranças por melhorias no atendimento municipal
A saúde pública de Dom Pedrito está no centro de um grave debate após a morte de um homem de 36 anos na sala de espera do Pronto-Socorro Municipal na última sexta-feira (14). A vítima, que sofreu um infarto, não teve os sintomas identificados durante a triagem de rotina, o que levou à demora no atendimento e ao desfecho fatal. O caso reacendeu uma série de denúncias e reclamações sobre falhas no serviço de saúde, que já vinham sendo compartilhadas nas redes sociais nos últimos meses.
A comoção e a indignação da comunidade pressionaram o poder público. Neste sábado (15), o prefeito Guiga, acompanhado pela vice-prefeita Luciane Moura e pela secretária da Saúde, Raquel Stochero, visitou a administração da Santa Casa, entidade responsável pela gestão do Pronto-Socorro. O objetivo foi apurar os fatos e buscar soluções para evitar novos casos como este.
Prefeito cobra explicações e responsabilidades
Em entrevista ao Folha, o prefeito Guiga expressou indignação com o ocorrido e lamentou a morte do paciente. Ele destacou que a gestão do Pronto-Socorro é de responsabilidade da Santa Casa, e não da Prefeitura. “Quem administra lá é a Santa Casa, e não a Prefeitura. A gente compra esse atendimento e estamos cobrando deles uma explicação para esses questionamentos. Não é o prefeito que escolhe os profissionais que estão ali, quem escolhe é quem administra o Pronto-Socorro, no caso a Santa Casa. O que a prefeitura faz é pagar a Santa Casa por esses atendimentos. Nós não temos vínculo nenhum com os servidores ali do Pronto-Socorro”, explicou.
Guiga também afirmou que, nas próximas horas, encaminhará um ofício à administração do Pronto-Socorro pedindo providências urgentes. Entre as medidas, ele não descartou o afastamento do atual diretor clínico da instituição, caso seja necessário.
Caso expõe problemas crônicos
A morte do homem de 36 anos não é um incidente isolado. Nos últimos meses, moradores de Dom Pedrito vêm denunciando falhas no atendimento do Pronto-Socorro, como demora no atendimento, falta de profissionais qualificados e despreparo na triagem de pacientes. O caso trouxe à tona a necessidade de uma revisão urgente no modelo de gestão da saúde pública no município.
A comunidade pedritense espera que o poder público e a Santa Casa tomem medidas concretas para evitar que tragédias como essa se repitam. Enquanto isso, a morte do homem na sala de espera do Pronto-Socorro serve como um alerta para a importância de investimentos e melhorias na saúde pública, garantindo atendimento digno e eficiente a todos os cidadãos.
Fonte | Folha da Cidade
Foto | Reprodução