A Polícia Civil do Rio Grande do Sul desmantelou uma organização criminosa que utilizava impressoras 3D para fabricar armas e acessórios. Na última quinta-feira (6), durante uma operação, foram apreendidos quatro equipamentos de impressão 3D e 59 carregadores de pistola nos calibres 9 mm, .40 e 10 mm. O material estava em um apartamento localizado em um condomínio popular de São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
De acordo com o delegado Tarcisio Lobato Kaltbach, da 1ª Delegacia de Polícia de Novo Hamburgo, a residência estava vazia no momento da operação. A região é conhecida por ser dominada pelo tráfico de drogas. “Este material era produzido para indivíduos que integram uma organização criminosa. As investigações seguem para identificar os responsáveis”, afirmou Kaltbach.
A fábrica clandestina utilizava tecnologia de impressão 3D para replicar objetos a partir de modelos digitais. Apesar de serem fabricadas com plástico, as armas produzidas são funcionais e representam um risco significativo, conforme alertou o delegado. “Esta foi a primeira fábrica de produção de armamento com impressoras 3D da região. Funciona muito bem, não é um simulacro. Representa um risco, em razão da utilização desta nova tecnologia para fins ilícitos”, destacou Kaltbach.
A Polícia Civil também apreendeu um computador que será analisado para verificar a existência de projetos digitais para a produção de mais armas. A operação marca um avanço no combate ao uso de tecnologias modernas para atividades criminosas, destacando a necessidade de monitoramento e controle sobre equipamentos que podem ser desviados para fins ilegais.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos na organização criminosa e desvendar a extensão da rede de produção e distribuição dessas armas. A descoberta da fábrica clandestina reforça os desafios enfrentados pelas forças de segurança no combate ao crime organizado, que se adapta e utiliza novas tecnologias para suas atividades ilícitas.
Fonte: G1
Foto: Divulgação/Polícia Civil