Após um período de intensas críticas, a reforma do Ensino Médio ganha novos contornos. Com a aprovação de uma nova lei, o modelo implementado desde 2022 será substituído por um formato intermediário entre o clássico e o transformado. A mudança, que entrará em vigor no próximo ano, tem sido bem recebida por alunos e gestores escolares.
Entre as novidades, destaca-se o aumento na carga horária da Formação Geral Básica (FGB), composta por disciplinas comuns a todos os estudantes. Das 3 mil horas totais previstas ao longo do Ensino Médio, o tempo dedicado à FGB passará de 1,8 mil para 2,4 mil horas. A parte flexível do currículo, os itinerários formativos, será mantida, mas com carga horária mínima de 600 horas, podendo chegar a 1,2 mil horas para aqueles que optarem pela formação técnica profissional.
A secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, enfatizou, em uma live direcionada a professores, a relevância das mudanças para estimular os alunos e combater a evasão escolar. “Não há grandes novidades em relação ao que já está sendo feito. Estamos ajustando para oferecer mais motivação e garantir a permanência dos estudantes na escola”, afirmou.
As escolas já se movimentam para adaptar suas estruturas, com formações voltadas aos professores e discussões sobre a aplicação prática do novo modelo. O objetivo é alinhar a reforma às necessidades reais dos estudantes e ao cenário educacional brasileiro.
Fonte | GZH