A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, nessa terça-feira (3), a proposta do governo estadual que concede um reajuste de 5,25% ao salário mínimo regional. A medida, que impacta diretamente cerca de 1,2 milhão de trabalhadores no estado, foi aprovada por 40 votos favoráveis contra três contrários e entra em vigor a partir de dezembro, condicionada à sanção do governador Eduardo Leite.
Os novos valores do piso salarial, que variam de acordo com as categorias profissionais, serão aplicados já nos próximos contracheques. Confira as faixas salariais:
- Primeira faixa: R$ 1.656,52 (agricultura, construção civil e empregados domésticos);
- Segunda faixa: R$ 1.694,66 (indústrias do vestuário, calçados, saúde, telemarketing e limpeza);
- Terceira faixa: R$ 1.733,10 (comércio geral e indústrias de alimentação e mobiliário);
- Quarta faixa: R$ 1.801,55 (indústrias metalúrgicas, gráficas, vigilância e ensino);
- Quinta faixa: R$ 2.099,27 (técnicos de nível médio).
Divergências sobre o índice
Apesar da aprovação, o reajuste gerou debates. Guiomar Vidor, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), criticou o percentual aprovado, afirmando que não cobre as perdas acumuladas nos últimos anos. A oposição ao governo sugeriu um aumento de 9%, mas a proposta foi rejeitada.
Por outro lado, o vice-governador Gabriel Souza defendeu o índice aprovado, considerando-o equilibrado por beneficiar trabalhadores sem impor grandes custos aos empregadores. Souza revelou que um aumento maior foi estudado, mas descartado por inviabilidade financeira.
Importância do piso regional
O salário mínimo regional é destinado a categorias sem convenção coletiva, como empregados domésticos, rurais e de setores industriais específicos. Ele é considerado um mecanismo essencial para garantir condições mínimas de remuneração e combater desigualdades no mercado de trabalho.
A proposta segue agora para sanção do governador, o que determinará sua aplicação oficial.
Fonte | G1