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Estado Geral

Rio Grande do Sul prevê aumento de 40% nas vagas do sistema prisional até 2026

Com o sexto maior déficit de vagas no sistema carcerário brasileiro, o Rio Grande do Sul planeja abrir novas penitenciárias nos próximos dois anos. O governador Eduardo Leite anunciou, diretamente da China, onde está em missão internacional, que pretende autorizar as construções assim que retornar ao estado.

As primeiras obras serão realizadas em Passo Fundo, na região Norte, e São Borja, na Fronteira Oeste. Na sequência, Rio Grande, no Sul, e Caxias do Sul, na Serra, também receberão novos presídios. A meta é concluir todas as construções até o final de 2026, com projeção de ampliar as vagas de 25 mil para aproximadamente 35 mil, um crescimento de 40%.

Como as construções utilizam modelos rápidos, a expectativa é que cada presídio leve cerca de um ano para ser finalizado. Até o final deste governo, teremos esse aumento significativo no número de vagas do sistema prisional gaúcho — afirmou Leite.

O governador também destacou os avanços em Porto Alegre, onde uma nova cadeia substituirá o Presídio Central, com inauguração prevista para o início de 2025. Além disso, no retorno de sua viagem, serão entregues 76 novas celas individualizadas na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Esses módulos contam com bloqueadores de celular, telamento e reforços para isolar líderes de facções criminosas.

No dia 28, entregaremos essas celas dentro de uma estratégia integrada com o poder judiciário e o Ministério Público, que inclui a criação de uma vara especializada de execução criminal para a Pasc — garantiu o governador.

Investigação rigorosa

Leite também comentou o assassinato de Nego Jackson na Penitenciária de Canoas. O crime, realizado por Rafael Telles da Silva, o Sapo, que recebeu uma arma dentro da cadeia, é considerado inadmissível.

Haverá uma apuração rigorosa para responsabilizar os envolvidos, seja por falha, omissão ou ato deliberado que permitiu o ocorrido — prometeu Leite.

Situação nacional

Segundo o Relatório de Informações Penais (Relipen) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, divulgado em outubro, o Brasil enfrenta um déficit de 174.436 vagas no sistema carcerário. Os estados com as maiores carências são São Paulo (45.979), Minas Gerais (19.834) e Rio de Janeiro (15.797), seguidos por Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Sul, que registra um déficit de 9.883 vagas.

Fonte | GZH

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