Crime aconteceu em uma residência na cidade de Novo Hamburgo em 9 de agosto. Kauana do Nascimento foi denunciada pelo Ministério Púbico em setembro. Ré segue presa.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) suspendeu o processo contra Kauana do Nascimento, de 31 anos, suspeita de matar a filha a facadas em Novo Hamburgo no dia 9 de agosto deste ano. A decisão decorreu de uma avaliação em andamento de insanidade mental da mulher.
O crime aconteceu em uma residência no Centro do município na Região Metropolitana de Porto Alegre. Anna Pilar Cabrera tinha sete anos de idade.
A reportagem entrou em contato com a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, que representa Kauana, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria. Anteriormente, a defensoria informou que só vai se manifestar nos autos do processo.
De acordo com o TJRS, enquanto essa investigação não for concluída, o processo, que está em segredo de Justiça, deve permanecer parado. A mulher segue presa.
Em setembro, Kauana foi denunciada pelo Ministério Público. Na época, o promotor Robson Barreiro, da Promotoria Criminal de Novo Hamburgo, afirmou que o homicídio, que foi cometido com uma arma branca, possui quatro qualificadoras (motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da menina e o fato de o crime ter sido cometido contra uma menor de 14 anos).
Em manifestação no mês de agosto, a Polícia Civil já afirmava não ter dúvidas de que a mãe teria esfaqueado a menina. Segundo o chefe de polícia do RS, delegado Fernando Sodré, testemunhas viram a mulher retirando o corpo da filha do apartamento onde viviam.
Relembre o caso
Segundo a Brigada Militar (BM), os indícios são de que a vítima teria sido atacada dentro do apartamento onde morava, no terceiro andar de um prédio na área central do município.
Vizinhos acionaram a polícia após ouvirem gritos. O local foi encontrado com os móveis sujos de sangue. Uma faca foi localizada em cima da cama. Quando os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram, a criança já estava sem vida no corredor do prédio. As facadas atingiram a barriga e o peito da menina. Conforme a polícia, ela provavelmente tentava fugir.
Os policiais militares que atenderam a ocorrência perguntaram aos vizinhos como era o comportamento da mãe com a filha.
“Conforme o relato prévio dos vizinhos, não houve qualquer indício de briga ou fato que indicasse esse resultado no local”, afirma o capitão Gilson Borges Nunes, da BM.
Texto: g1 RS